MAPA DA VIOLÊNCIA NA PARAÍBA - NOSSO ESTADO ESTÁ ENTRE OS SEIS MAIS VIOLENTOS DO BRASIL
A Paraíba, que em seu histórico sempre apareceu entre os estados com baixos índices no contexto nacional – entre 10 e 15 homicídios em 100 mil habitantes e no ano 2000 encontrava-se no 20º lugar – ingressou, nesta última década, numa forte escalada de violência que levou o estado, em 2010, a figurar entre os seis mais violentos do Brasil.
Podemos identificar duas grandes fases na sua evolução: Primeiro período: 1980/2004. As taxas do estado sempre se localizam embaixo das médias nacionais, e o menor ritmo de crescimento da Paraíba o distancia ainda mais do nível nacional, com a conseguinte classificação de estado relativamente tranquilo para o contexto nacional. Efetivamente, se em 1980 a taxa da Paraíba era de 10,8 homicídios em 100 mil habitantes, quase semelhante à do país, que foi de 11,7, nos anos subsequentes o estado cresce com 72,4% até 2004, enquanto que a taxa nacional cresceu em ritmo maior: 131,1%. Com isto, no final do período o país vai para 27 homicídios em 100 mil habitantes, enquanto o estado fica em 18,6. Nesse crescimento moderado, vai ser a sua região metropolitana a que apresenta taxas de crescimento um pouco maiores que as do interior – 2,4 e 1,7% ao ano respectivamente. Segundo período: 2004/2010*. Neste período o estado registra um intenso crescimento em suas taxas, que em poucos anos superam a média nacional. Já em 2010 a Paraíba encontra-se no grupo das unidades de elevada violência. Nessa fase as taxas do estado mais que duplicam nos seis anos, passado de 18,6 para 38,6 homicídios em 100 mil. Vai ser sua recentemente criada região metropolitana que, além da capital, inclui os municípios de Bayeux, Cabedelo, Conde, Cruz do Espírito Santo, Lucena, Mamanguape, Rio Tinto e Santa Rita, a que pressiona fortemente nessa arrancada. Nos seis anos a taxa da região metropolitana (RM) passa de 32 para 72,9 homicídios em 100 mil habitantes, crescimento de 128,1% = 14,7% ao ano. Essa taxa de 72,9 coloca a RM de João Pessoa em 3º lugar no mapa da violência, depois da RM de Maceió e a de Belém, entre as 33 regiões metropolitanas analisadas. Mas a taxa de crescimento do interior não fica muito atrás: também cresce de forma muito acelerada: 10,5% ao ano.
2 comentários:
Os vários governos do estado da paraíba que acompanhei desde um certo tempo até aqui nunca cuidaram da segurança na verdade. De quando em quando, compra viaturas e armamentos para fazerem média popular com vistas aos votos mas esquecem do que é gerir a segurança pública de fato. Distribuem mal as compras que fazem e não dão orientação nenhuma sobre procedência operacional; não cria protocolos; não dá treinamentos continuados; não faz manutenção de nada, nem mesmo das instalações físicas no que tange às coisas mais simples como o desentupimento de um cano ou o reparo de uma tomada elétrica, nem coisas mais complexas como a troca de aparelhos fundamentais e imprescindíveis, quando há, às execuções das tarefas inerentes a cada função. Quando não há, não se faz o menor esforço para saber o que falta para o trabalho andar como deveria, além do que, o governo passeia livremente pela ilegalidade, pois, instituições funcionam em grande maioria, fora dos padrões e normas legais em vários âmbitos. Isso é feito com certa despreocução, já que órgãos fiscalizadores são em majoritariamente do próprio governo. Pergunto aos amigos se algum deles já ouviu falar que a segurança pública do estado se preocupa em pelo menos mapear em uma cidade as zonas críticas quanto aos vários tipos de delito? É a mais básica preocupação que se tem que ter para orquestrar qualquer plano de ação no intuito da eficiência das práticas aplicadas na segurança. O policial nesse estado trabalha por sua conta e risco. Não há suporte verdadeiramente de análise, nem de suprimento de materiais e treinamentos adequados; nem há gerência de fato. Como exemplo dos cuidados que se tem com a maneira de encarar a própria corporação policial, posso citar um exemplo: Um policial por ser do IPC, ao pedir uma arma na direção geral tem a seguinte resposta: "e um cara do seu cargo precisa de arma? Pra que?" Para mim, essa é a verdadeira razão de ser dos aumentos de criminalidade. Ingerência; despreparo; desarticulação; preocupação mais com política e menos com a instituição etc. A despeito de todas as questões sociais e econômicas que também regem esse tipo de resultado, gerência e zêlo pela eficiência na segurança pública seria suficiente para que as ações dessa secretaria acompanhasse o aumento natural das cidades e suas complexas consequências.
19 de dezembro de 2011 às 08:38Por fim, deixo também o meu repúdio direto ao governo atual, que além de zelar menos pela segurança que os demais governos que acompanhei nesse estado, ainda faz uso autoritário da corregedoria que deveria estar ocupada com casos de corrupção e atuação policial em casos críticos, ao invés de se comportar como "vigias" do governador, dando-se ao trabalho de fazer chamadas quase escolares. Que ridículo! Repudio também a forma como o governo tem feito uso dos seus comparsas na justiça e na mídia, pois mais do que qualquer um que eu tenha notícia, o governo atual age como em uma ditadura. Só nos faltam as agressões físicas (e aí seria a gota dágua). Além de tudo, quero dizer que também sinto muito por colegas de outras secretarias, como as da saúde e da educação por exemplo. Além de todo esse tipo de baixaria que o governo também pratica nessas outras pastas, ele tem deixado de repassar recursos federais, chegando ao cúmulo de ter que devolver dinheiro da folha de pagamento, como no caso da educação, em que recursos federais do FUNDEB foram usados a título de 30% a 40% mensalmente, quando deveriam chegar a 60%, no mínimo. Enquanto o dinheiro não utilizado tem que ser devolvido, o servidor fica sem entender pq seu salário está baixo e o governador fala que tá complicado pra pagar o 13° salário e tenta colocar polpulação e servidores contra os reivindicantes do Fisco Estadual. Se a maioria dos professores soubesse do fato supracitado, nem greve poderia fazer. Alguém decretaria ilegalidade dela em benefício dos párias. Enfim, estes tipos de atos imorais da gestão públican me envergonham profundamente, ao mesmo tempo em que o meu desejo por impeachement frustra-se e afunda com a minha angústia. VIVEMOS ERAS DE ESCURIDÃO!
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